É realmente preciso suplementação para ter uma gravidez saudável?

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É realmente preciso suplementação para ter uma gravidez saudável?

A gravidez é um momento especial para as mulheres, mas também pode ser uma experiência avassaladora. Há uma infinidade de mudanças que ocorrem no corpo de cada gestante, e essas mudanças podem levar a consequências negativas, se não forem controladas. 

O corpo precisa de uma variedade de nutrientes para sua boa saúde, e é fundamental que a mãe tenha cuidado especial ao prover esses nutrientes para o bebê em formação. A ingestão de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e a ingestão de micronutrientes (vitaminas e minerais) deve aumentar significativamente durante esse período.

Obter o suficiente dos nutrientes para ter um bebê saudável pode ser difícil apenas com a dieta, e é onde os suplementos entram. Se você está tentando engravidar, é uma boa ideia tomar suplementos vitamínicos para ter certeza de que está recebendo a quantidade ideal de vitaminas e minerais para uma gravidez segura.

Principais nutrientes para uma gravidez saudável

O tubo neural do seu bebê, que se tornará a medula espinhal e o cérebro, desenvolve-se durante o primeiro mês de gravidez, quando você pode nem saber que está grávida. Por isso, uma boa nutrição desde o início da gravidez é crucial para o desenvolvimento e o crescimento saudáveis ​​do feto. 

Alguns dos suplementos que as mulheres grávidas podem tomar são:

1) Ácido fólico

O ácido fólico pertence à família das vitaminas B e desempenha um papel crítico na síntese de DNA, na produção de glóbulos vermelhos, no crescimento e no desenvolvimento fetal. Todas as mulheres em idade reprodutiva devem ingerir 400 microgramas (0,4 mg) de ácido fólico diariamente. 

Encontrado em nozes, feijão, frutas cítricas, vegetais folhosos, cereais matinais fortificados e suplementos vitamínicos específicos, o ácido fólico, além de ajudar a reduzir o risco de defeitos congênitos do cérebro e da medula espinhal, também é extremamente necessário durante os primeiros 28 dias após a concepção, quando os riscos de defeitos do tubo neural, como espinha bífida, são maiores.

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2) Ômega-3

O DHA é crucial para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso do feto em crescimento. Não só durante a gravidez, mas após a concepção, as mães também devem consumir alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, por serem uma excelente fonte de DHA (ácido docosaexaenoico) para o leite materno. 

Os peixes são a melhor fonte de ácidos graxos ômega-3, incluindo salmão, cavala, atum, arenque e sardinha, e o consumo regular de peixes ricos em óleo é recomendado durante a gravidez (até duas porções por semana).

Atualmente, há muito interesse em pesquisas sobre suplementos de óleo de peixe e seus benefícios potenciais durante a gravidez. Há algumas evidências de que o aumento da ingestão deles pode ter efeitos benéficos sobre o peso ao nascer e a duração da gravidez; no entanto, nem todos os estudos produziram resultados consistentes.

Apesar disso, não é aconselhável tomar suplementos de óleo de fígado de bacalhau durante a gravidez. Para vegetarianos e veganos, sementes de linhaça, sementes de chia, nozes e óleo de soja também contêm quantidades adequadas de ômega-3.

3) Vitamina B12

A vitamina B12 é crucial para manter saudáveis ​​os nervos e as células sanguíneas do corpo. É também um elemento importante na criação do DNA, o material genético de todas as células. 

Quando combinados com ácido fólico durante a gravidez, os suplementos de vitamina B12 podem ajudar a prevenir a espinha bífida e outros defeitos congênitos da coluna vertebral e do sistema nervoso central no bebê em crescimento. 

A deficiência dessa vitamina pode resultar em problemas graves no tubo neural, no retardo de crescimento intrauterino, em pré-eclâmpsia e em aborto espontâneo precoce. As pesquisas mostram que a deficiência de vitamina B12 é um fator de risco. Portanto, a sua suplementação, juntamente com o ácido fólico, é essencial.

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Boas fontes de vitamina B12 são o leite e produtos lácteos, cereais e produtos à base de cereais (principalmente cereais matinais fortificados), carnes e produtos derivados de carne, assim como vegetais de folhas verdes.

4) Vitamina D

A vitamina D desempenha um papel importante para os ossos e o subsequente metabolismo e desenvolvimento do esqueleto. Essa vitamina é produzida pelo corpo através da exposição à luz solar e também é encontrada em peixes, gemas de ovos, cogumelos e alimentos fortificados.

A vitamina D também reduz os riscos de parto prematuro e abortos espontâneos. Sua deficiência afeta negativamente os ossos, dentes e músculos fetais, bem como as reservas de vitamina D do bebê. É também um elemento-chave para uma boa visão.

Embora possamos obter nossa vitamina D do Sol, sua deficiência tem sido comum, por conta da pouca exposição à luz solar. A obesidade é outro fator de risco. 

Outras fontes de vitamina D são: carne vermelha, leite e cereais.

5) Ferro

Durante o período da gravidez, o fluxo sanguíneo no corpo aumenta em 50% para nutrir o feto em crescimento. A presença de ferro no corpo da mãe torna-se extremamente crucial nesse momento, pois o corpo produz sangue extra (hemoglobina) com a ajuda do ferro. 

O ferro é importante para diminuir o risco de anemia em mulheres e diminuir a incidência de baixo peso ao nascer, parto prematuro e mortalidade infantil. Esse mineral essencial também ajuda no transporte de oxigênio dos pulmões para o corpo em desenvolvimento do bebê. 

Porém, deve-se ter cuidado para ingerir apenas a quantidade recomendada de ferro, pois o excesso no corpo pode levar ao, espessamento do sangue.

Isso retarda drasticamente o fluxo de sangue e a criança em desenvolvimento sofre de falta de oxigênio, o que pode causar problemas como nascimento prematuro e baixo peso ao nascer, que é justamente o que se busca evitar.

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A ingestão máxima de ferro para grávidas é de 45 mg por dia, e a maioria dos suplementos tem menos do que isso. Com a ingestão de níveis mais elevados que 45 mg de ferro, existe ainda o risco de distúrbios gastrointestinais e prisão de ventre na mãe grávida.

A deficiência de ferro pós-parto está correlacionada com depressão, instabilidade emocional e estresse. A dose diária recomendada de ferro durante toda a gravidez é de 27 mg/dia. Essa dose aumenta os estoques de ferro para toda a gravidez. A dieta por si só não é suficiente, pois fornece cerca de 11-14 mg de ferro por dia.

Fontes ricas em ferro: carne magra, vegetais folhosos, frutas secas, nozes, aves e peixes.

Embora uma dieta saudável durante a gravidez possa ajudar a mantê-la bem nutrida, às vezes você precisa de uma ajudinha extra. Na gravidez, seu corpo precisa de mais ácido fólico e ferro do que quando você não está grávida, por exemplo. 

Algumas mulheres conseguem atender a essa demanda crescente com a ajuda de uma dieta bem planejada e rica em nutrientes, mas outras precisam tomar suplementos para preencher essas lacunas.

Mulheres com deficiências nutricionais, com restrições alimentares, com gravidezes múltiplas e aquelas que seguem uma dieta pobre, principalmente.

Além disso, de acordo com algumas pesquisas, tomar vitaminas na gravidez também pode diminuir o risco de ter um bebê com baixo peso ao nascer, assim como de mortalidade infantil.

No entanto, só porque você está tomando suplementação, não significa que uma alimentação saudável e uma ampla gama de nutrientes ingeridos em sua dieta não seja importante!

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