A primeira pessoa a se beneficiar com o perdão é aquela que perdoa, perdoe e viva mais

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A primeira pessoa a se beneficiar com o perdão é aquela que perdoa, perdoe e viva mais

Todos estamos sujeitos a causar e sofrer danos, seja de ordem emocional, física ou financeira. Quem nunca perdeu o controle diante de uma discussão e teve uma atitude impensada!? 

Um dos grandes motivos de sermos ofendidos, é que colocamos altas expectativas. Quanto maior a expectativa, maior a decepção.

Cuidado com as expectativas depositadas em pessoas, são humanos, limitados e falhos, esteja preparado para perdoar.

Após um trauma, uma decepção, uma injustiça, é necessário realizar uma higiene mental, avaliar as circunstâncias, e liberar-se da culpa, da raiva, do ressentimento e talvez até do desejo de vingança, para que sua vida não fique girando em torno daquele que o feriu. Em primazia o perdão é importante para o próprio bem da pessoa ferida.

Dr. Augusto Cury, psiquiatra, escritor e criador da Academia de Gestão da Emoção, afirma: “A primeira pessoa a se beneficiar com o perdão é aquela que perdoa e não aquele que é perdoado.” 

A mágoa e o ressentimento é uma carga pesada demais para carregar, tanto que adoece até os ossos.

Quanto mais intimidade tivermos com o que ocasionou a ofensa, maior a dor. Geralmente pessoas estranhas, ou de pouco convívio, não tem o poder de nos magoar profundamente.

Àqueles que alta confiança é depositada, fazem maiores estragos em nossas almas. Mas isso não quer dizer que você não pode depositar confiança em alguém, ou deixar que se aproximem de você, isso quer dizer que precisa estar pronto para perdoar, caso algo ruim aconteça, pois, nos relacionamentos interpessoais, é inevitável que em um momento ou outro sejamos ofendidos, ou ofendamos o outro.

A ofensa pode ter sido gerada de maneira intencional ou não. Às vezes nos ofendemos com alguém, que não teve a menor intenção de provocar tal ofensa, e aquele se torna um desafeto sem mesmo saber.

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Não é possível mudar o ocorrido, mas o que vou fazer a respeito, de que maneira vou aceitar aquela ofensa, esses posicionamentos serão determinantes para o futuro.

Há quem diga: “perdoar é abrir mão das dores do passado e se abrir para uma nova história”. A frase é bonita, mas só quem já passou por uma ofensa sabe o quão desafiador é romper com a dor e a vergonha que insiste em nos acompanhar.

Perdoar não tem a ver com sentimento, é uma decisão.

Não é possível ter desejo de perdoar alguém que nos ofendeu, deve ser uma decisão consciente e intencional, nos permitindo passar pelo processo de liberação do outro, pois se nos recusarmos a isso, o dano maior será em nós mesmos.

Os sentimentos negativos gerados pela ofensa, são extremamente nocivos, tanto que em muitos casos, doenças são desencadeadas no corpo como; problemas cardíacos, elevação de pressão arterial, e até alguns casos de câncer, que os médicos afirmam ter sua origem em sentimentos de amargura, além de distúrbios emocionais e psicológicos. 

A ofensa é externa, mas seu dano é interno. Muitas pessoas sofrem de insônia, stress e depressão por carregarem algo que não deveriam, bagagem desnecessária e extremamente pesada, e nos cansa na trajetória da vida.

Judith Dipp, psicóloga, declara: “Quem decide perdoar não quer mais se vingar, não remói o problema, não desacredita no outro pelo erro cometido”.

Quando não perdoamos, nos estagnamos, ficamos presos àquela memória. O perdão é uma oportunidade de se libertar das amarras para seguir adiante. 

Perdoar é possível, esquecer não.

Não devemos nos iludir, o perdão não é uma amnésia, ou uma regressão no tempo para mudarmos aquela situação ocorrida, mas a medida que vamos nos liberando dos sentimentos ruins com relação ao ocorrido, a dor vai sendo amenizada, até tornar-se apenas uma experiência, daqueles que nos induzem à maturidade, à compaixão, e à humildade. 

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Perdoar nos devolverá a paz de espírito, a confiança, a alegria, mesmo quando lembrar do ocorrido nossos sentimentos não serão abalados, nosso bem-estar depende de liberarmos perdão à quem nos causou dano. 

Em seu Livro “Prisioneiro da mente”, Augusto Cury conta a história de Theo Fester, um magnata, muito conhecido no mundo dos negócios, que decidiu não se deixar prender pelas humilhações vividas na infância, usou sua dor para se construir e não se autodestruir, e ainda empregou aqueles que o feriram no passado.

Sua história de superação a uma vida de humilhações e privações pode ser uma inspiração para nós.

Pesquisas mostram que as pessoas que perdoam desfrutam de bem-estar, equilíbrio emocional, felicidade, melhor saúde física, seus relacionamentos são duradouros.

A lei da semeadura também é válida quando falamos de perdão. Quem de nós, nunca errou? Todos nós em algum momento da vida já fomos beneficiados ao receber perdão de outrem, então devemos também liberar àqueles que nos ofendem.

A oração do “Pai nosso” comum em muitas crenças, fala: “Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos os nossos ofensores”. Sendo assim, para que obtenhamos o perdão, devemos também dar a quem nos ofendeu.

Nossa reação diante das situações vividas é que determinarão o nosso futuro.  Silas Zdrojewski, mestre em teologia, diz: “A nossa vida acontece a partir das nossas decisões.”. Portanto, decida perdoar para estar liberado para novas conquistas.