7 coisas que toda a mulher deve saber antes de engravidar

7 coisas que toda a mulher deve saber antes de engravidar

Planejar uma gravidez é muito importante tanto para o desenvolvimento do bebê quanto da mãe. No entanto, as implicações vão além da saúde física, pois envolve muitas questões emocionais. Sendo assim, um bom planejamento inibirá as complicações e surpresas indesejáveis.

Abaixo você encontrará 7 orientações que auxiliarão no momento em que decidir engravidar. 

1) Saúde física

O primeiro passo após o desejo de engravidar surgir é verificar como está a saúde do seu corpo. Para isso é necessário procurar um médico, de preferência um especialista obstetra, que irá solicitar os exames gerais e também específicos.

Esses exames indicarão se a futura mamãe está apta para receber um feto, ou se precisa de alguns cuidados antes.

De praxe é solicitado um hemograma completo, que dará uma visão geral da saúde da futura gestante. A verificação do tipo sanguíneo e fator RH do casal é de extrema importância para a saúde e desenvolvimento do bebê.

Já que existem combinações sanguíneas que não são adequadas para uma gestação saudável, e nesse caso se faz necessário a intervenção com tratamento prévio.

A prevenção com todos esses exames possibilitarão identificar doenças que podem ser prejudiciais ao bebê, como: lúpus, diabetes, hipertensão, além de questões genéticas.

Os exames de urina e fezes também são importantes, já que a infecção urinária pode ser associada a aborto espontâneo, parto prematuro ou desnutrição do bebê.

Já o exame de fezes identifica parasitas e bactérias que inibem a absorção de minerais como o ferro, por exemplo, prejudicando o desenvolvimento do bebê.

Outro exame de extrema importância é o, glicemia de jejum. Ainda que a futura gestante não tenha nenhum indicativo da doença, o exame indicará as possibilidades de se desenvolver durante a gestação, o que poderia gerar aborto ou má formação do feto.

Durante a gestação a alteração nos hormônios e os distúrbios que podem ser ocasionados no corpo da mulher são diversos.

Por isso a prevenção com os exames pré-concepcionais, são preventivos, identificando possíveis disfunções que podem prejudicar tanto a mãe como o bebê.

2) Saúde mental

Durante o período da gestação a mulher passa por muitos sentimentos em alta dosagem. Por isso antes da gravidez acontecer é necessário observar como está a saúde mental, para que não sejam somados a gestação um problema já existente.

Cada fase da gravidez tem seus desafios específicos, surgindo sentimentos bons e ruins em todo tempo, para dosear tudo é necessário muito equilíbrio. Pois, a transição de filha para mãe e as mudanças corporais, exige uma reorganização emocional para manter a saúde mental estável.

As expectativas e incertezas durante a gravidez são normais e fazem parte do processo. Porém, tudo isso vem acompanhado de um verdadeiro turbilhão emocional.

Por isso, tão importante quanto o pré-natal médico é o acompanhamento psicológico. Pois, pode ajudar a compreender uma série de fatores que farão parte da vida de mãe e pai já na concepção.

Mariana Bonsaver, psicóloga da Pro Matre Paulista, afirma: “Ter um preparo psicológico é importante para entendermos como estamos lidando com a gestação, que é um momento com muitas mudanças físicas, emocionais e sociais. Pois, há muitas expectativas e a mulher pode experimentar sentimentos ambivalentes”.

Calar-se trará mais problemas que benefícios

Também é necessário falar dos medos, angustias e decepções, seja com o parceiro, uma amiga, mãe, e até mesmo, em situações mais delicadas o acompanhamento psicológico.

Não é por a gravidez ser considerada um momento de alegria, que outros sentimentos não vão acontecer. Calar-se trará maior risco de depressão e ansiedade no futuro, por isso, falar sobre eles é algo curativo e instrutivo.

Ter uma lista escrita das situações que causam ansiedade, medo e irritação na futura mamãe, possibilita analisar as situações e definir meios para os enfrentar; controla-los, ou até mesmo evita-los.

A ideia não é anular as emoções negativas, mas aprender lidar mantendo assim a saúde mental equilibrada para a chegada do filho.

3) Alimentos que colaboram no desenvolvimento do bebê

As mudanças durante a gestação são muitas, por isso elas também devem ocorrer na alimentação, incluindo em sua dieta os alimentos que colaboram para o desenvolvimento do bebê ainda quando a gestação é apenas um sonho.

A necessidade de ácido fólico durante a gestação é grande, por isso além dos alimentos, será necessário fazer suplementação. Porém, capriche nos alimentos que são naturais para que a necessidade de reposição seja menor.

Alimentos ricos em ácido fólico são: cereais integrais, leguminosas, flocos de milho, beterraba, flocos de aveia. 

Para o crescimento saudável de ossos e dentes, tanto da mãe como do bebê é necessária uma boa quantidade de cálcio, encontrado em leite e seus derivados, especialmente os de menor teor de gordura. Também são bons aliados a couve, o salmão e pão de centeio.

Para uma boa absorção e fixação do cálcio, a vitamina D deve estar em dia, então, a exposição ao sol é primordial, e alimentos como ovo e peixes gordurosos.

O ferro age na prevenção da anemia e contribui para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto, pois é responsável pelo aumento do fluxo sanguíneo.

Muitas vezes é necessário a suplementação, mas alimentos como fígado, pão e cereais integrais, feijão, grão de soja, hortaliça verde-escuro (espinafre, couve, rúcula, agrião), contribuem muito nessa reposição.

Desenvolvimento neurológico e sistema nervoso

Já para o desenvolvimento neurológico do bebê se faz necessária boa ingestão de zinco. As principais fontes de zinco estão em carnes, peixes, ostras, leite e derivados, castanhas, amendoins, nozes, amêndoa e semente de linhaça.

O risco de pré-eclâmpsia é real na gestação e o consumo de magnésio diminui esse risco. Os alimentos que auxiliam na ingestão são: amêndoa, amendoim, avelã, castanha-de-caju, cereais integrais, tofu, espinafre, feijão, banana, abacate.

O iodo, importante substância que contribui para a formação dos hormônios da tireoide, estão diretamente ligados ao sistema nervoso do bebê. A falta de iodo pode causar problemas ao desenvolvimento cognitivo da criança.

Já o sal de cozinha tem iodo em abundância, contudo, equilibre o uso, pois há o risco do aumento da pressão arterial. Alimentos como peixes, crustáceos, algas marinhas, vegetais, carnes, leite e seus derivados são bons aliados.

O crescimento rápido do bebê que ocorre a partir dos 2.º e 3.º trimestres da gravidez, vem acompanhado com a necessidade de maior quantidade de proteínas. As principais fontes de origem animal são: carnes, pescados, ovos, leite e derivados, e não animais, tais como: feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha.

Observe que alguns alimentos têm rica quantidade de vários nutrientes que contribuem para uma gravidez tranquila. Por isso faça uma combinação, use e abuse desses alimentos, e desfrute de saúde e vitalidade em sua gestação.

4) Prática de exercícios físicos

Mesmo durante a gestação não é saudável o ganho exagerado de peso e o equilíbrio se faz necessário.

A prática de exercícios físicos diariamente ou pelo menos três vezes na semana pode auxiliar, no controle do peso, no ganho de disposição, na prevenção de doenças como o diabetes gestacional e na depressão pós-parto, além de preparar o corpo para o parto normal com o ganho de elasticidade.

Gizele Monteiro, educadora física, personal trainer especializada em gravidez, afirma: “A atividade física faz melhorar a circulação da placenta, permitindo que o bebê receba mais oxigênio e nutrientes.”

O ideal é combinar exercícios aeróbicos, de resistência e alongamento de forma supervisionada por um especialista e com aval médico.

5) Evitar o consumo de drogas, cigarro, café e bebidas alcoólicas

Tanto as drogas consideradas lícitas como: o cigarro, as bebidas alcoólicas, tranquilizantes e analgésicos; as drogas ilícitas também são totalmente desaconselháveis no período gestacional. 

O corpo da mulher passa por grandes alterações durante a gravidez, o uso de drogas, substâncias psicoativas, podem provocar consequências físicas e mentais para a mãe, além de prejuízo para o bebê. Pois, a maioria das substâncias chega até a corrente sanguínea do feto, correndo o risco de chegar também ao sistema nervoso.

Dr. Marcel Vella Nunes cita que “tanto as drogas ilícitas como as lícitas podem atravessar a barreira placentária, ou seja, atingir os tecidos do feto, causando prejuízos. Muitas delas têm efeitos teratogênicos, ou seja, causam malformações, que podem ser físicas e cardíacas ou mesmo afetar o tecido cerebral”.

O hábito de fumar é prejudicial à saúde em todo o momento, para quem deseja engravidar ainda mais e mesmo as fumantes passivas colocam o feto em risco.

O uso do cigarro dificulta a ovulação e implantação do óvulo. Sendo assim, se pretende engravidar pare já de fumar para aumentar suas chances.

A nicotina, presente no cigarro, reduz o fluxo de sangue para a placenta, diminuindo a disponibilidade de oxigênio para o feto. Além do aumento da probabilidade de algumas deficiências no pulmão, cérebro e face serem ocasionadas por esse hábito.

Se você ingere, o seu filho também o faz

Tudo que a gestante ingere uma parte vai para o feto, e isso também é verdadeiro quando falamos de bebidas alcoólicas.

O álcool passa facilmente pela placenta, sem sofrer nenhuma alteração, correndo o risco de anomalias faciais, deficiências cardíacas, esqueléticas, renais, oculares, entre outras.

Assim como qualquer outro alimento rico em cafeína, o famoso cafezinho inibe a absorção do ferro pelo organismo. Porém, na gravidez esse mineral é essencial tanto para a futura mamãe como para o bebê.

Outro problema da ingestão de cafeína é que ela aumenta a produção de suco gástrico, podendo causar refluxo gastroesofágico e piorar outros problemas digestivos já habituais durante a gravidez.

Se o cafezinho for consumido em quantidade superior a 200 miligramas por dia, o bebê pode ter crises de abstinência, e ainda prejudicar o desenvolvimento do mesmo no ganho de peso, ou levando ao parto prematuro. 

Uma opção para os que não conseguem tirar de sua alimentação, o café, é a substituição pelo descafeinado, que embora não esteja completamente livre da substância, tem uma concentração menor.

6) Prepare sua pele

O surgimento de manchas na pele, especialmente no rosto, devido à exposição solar é muito comum durante a gestação, além das temidas estrias na região do abdome, pernas e seios devido ao esticamento da pele.

Inicialmente comece o cuidado com a pele antes mesmo da gestação, isso irá te preparar e proteger contra os danos naturais desse período.

O rosto é suscetível a manchas devido à exposição solar e também à luz branca. Caso já tenha alguma mancha, faça o tratamento para bani-las de seu rosto antecipadamente, pois alguns cosméticos não são indicados na fase gestacional e de amamentação.

Por isso, ou você faz o tratamento antes, ou terá que esperar um bom tempo.

Crie o habito de usar protetor solar diariamente, mesmo naqueles dias que o sol parece não estar lá, acredite, ele está e pode prejudicar sua pele.

O rompimento das fibras de elastina da derme causa as indesejáveis estrias. No entanto, algumas peles são mais resistentes que outras, mas o esticamento ocorrido na gestação pode provocar esse efeito.

Cremes contendo vitaminas A e E são indicados para nutrir, hidratar e preparar a pele para se tornar mais elástica.

Prepare sua pele para o momento da gestação, mantenha-a hidratada e nutrida, use cremes e óleos, distribuindo-os com movimentos ascendentes e circulares, aumentando assim o potencial dos produtos utilizados através da massagem.

7) Tipos de parto

Não são os únicos, mas os mais comuns são: parto normal e cesariana. 

No parto normal após transcorrido o tempo de gestação, o próprio útero empurra o bebê para fora quando a mãe chega a 10 cm de dilatação. Em situações adequadas do corpo da mulher, é a melhor opção, pois é mais seguro para o bebê e também para a mãe, pois evita infecções.

A passagem do bebê pelo canal vaginal, como ocorre no parto normal, comprime o tórax expelindo o líquido amniótico de dentro dos pulmões facilitando a respiração do recém-nascido, e a recuperação do corpo da mulher é mais rápida.

Já o parto cesariana é um método cirúrgico que ocorre com aplicação de anestesia na região lombar. O corte é feito pelo médico obstetra por cima do osso púbico, atingindo sete camadas de tecidos até chegar ao útero, onde é realizada a retirada do bebê e da placenta.

Posteriormente o cirurgião começa o processo de suturação das camadas cortadas, necessitando de cuidados pós cirúrgicos para evitar complicações.

Ambas as modalidades de parto devem ser indicadas pelo médico de acordo com o progresso da gestação avaliando cada situação.

Ser pego de surpresa pode ser muito desagradável, mas após ler esse texto, as indicações contidas orientam o que evitar e também as prevenções possíveis para uma gestação saudável. É chegado então o momento de decidir, organizar e preparar-se para engravidar.

Por isso, esteja em dia com sua saúde física e mental. Abuse dos alimentos que colaborarão para o desenvolvimento do bebê. Prepare sua pele para esse momento, mova-se com exercícios físicos adequados à sua realidade, e esteja pronto para receber esse lindo presente que é um filho.

Entre aqui e veja outras matérias do site sinais de luta.

Compartilhar matéria:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here